À conversa com Samuel Tomás

Neste capítulo da rubrica “Á conversa com…”, o PortugalSub esteve à conversa com o Pescador Submarino duas vezes Campeão Nacional de Espanha, em 2012 e 2015 em Cádiz, subiu ao pódio a título individual em três grandes provas internacionais consecutivas, 2013, 2014 e 2015 com um 3º lugar no no XXIX Euro-Africano em Helsínquia, Finlândia, 2º Lugar no XXIX Mundial em Lima, Peru e 2º Lugar no XXX Euro-Africano em Cádiz, Espanha, e nesses mesmos anos nas mesmas competições arrecadou o título de campeão por selecções.

Samuel Tomás Ramon, mais conhecido no seio da comunidade de Pesca Submarina somente como Samuel Tomás, 38 anos de idade, natural de Alicante, na costa Levantina, respira Pesca Submarina quase desde que nasceu, em grande culpa por influência de seu pai, adora a pesca ao dentão, peixe que admira pelas suas características e já colecciona uma vastidão de histórias resultado de anos de experiências e vivências na Pesca Submarina, que agora aqui partilha com os seguidores do PortugalSub, em resposta ao desafio que o PortugalSub lhe propôs e o qual aceitou por ser uma pessoa que gosta de desafios.

Como e quando começou a história do Samuel Tomás na Pesca Submarina?

Comecei a ir pescar, nada mais nada menos que, com cinco anos. O meu pai foi o responsável para que tudo começasse, pois eu acompanhava-o no verão e apanhava alguns polvos e chocos, já que só utilizava um espeto de mão. Por volta dos meus dez anos ofereceram-me a minha primeira arma, uma Nemrod de elásticos, de 60cm, com a qual comecei a apanhar os meus primeiros peixes, e também me ofereceram o primeiro fato, o que fez que assim pudesse acompanhar o meu pai durante o inverno também. Com 16 anos comecei a ir pescar com aquele que foi o meu maestro de Pesca Submarina, Juan Carlos, graças a ele comecei a pescar fundo e a capturar os meus primeiros meros grandes, com essa idade apanhei um mero de 11 kg a 30m a peso constante. A minha paixão por este desporto levou-me a viajar por muitas partes de Espanha e no estrangeiro, conhecer outras zonas de pesca e outros caçadores ajuda-te muito, sempre aprendi alguma coisa nova e assim fui fazendo a minha formação.

Com que frequência pratica a Pesca Submarina no seu dia a dia?

Aqui na zona onde eu vivo, quase todos os dias dá para pescar, há muitos cabos que protegem do mar de fundo. Eu costumo ir ao mar três dias por semana de verão e um ou dois dias de inverno, tudo depende do trabalho. De verão vou muito aos meros e dentões, é uma das melhores zonas para os dentões, é raro o dia que não capture dois o três dentões, de inverno quase só capturo dentões, um ou outro robalo e muito poucos meros.

Em águas Espanholas, qual a zona preferencial do Samuel para pescar e porquê?

Fora de minha casa, há dois sítios pelos quais estou apaixonado, um é Ibiza, com as suas águas cristalinas e com muito entretenimento. Aqui, mora um dos meus melhores amigos e companheiros de pesca Submarina, o Óscar Cervantes, tenho muitas das melhores recordações da pesca submarina com ele. O segundo sitio é Ceuta, é um dos paraísos da pesca submarina, é uma pesca muito exigente devido as condições das marés, mas também quando pescas segundo as suas regras, há uma variedade de pescado que não encontras em nenhum outro lugar. Aqui vive outro grande amigo meu, o grande Javier Amores, com ele aprendi muito a trabalhar a corrente, e vi paraísos de peixes.

Qual é a técnica de pesca em que o Samuel se sente mais confortável a executar?

Eu pratico muitíssimo a pesca à espera, sobretudo depois de um bom temporal, quando a agua fica turva e fica com um ou dois metros de visibilidade. Também a pesca a meio fundo, entre 20-35m, onde me mexo muito bem nesses fundos.

Qual é a profundidade máxima a que já caçou e a que profundidade se sente melhor a caçar?

A caída mais funda que fiz foi no ano passado, no Mundial na Grécia, cheguei a marcar no relógio 51,5m algo impensável para mim. O mero mais fundo, capturei-o a 45m, mas não quer dizer que pesque bem a estas cotas, a minha cota de pesca é entre os 25m a 35m.

Gostaríamos que nos contasse um pouco da história do maior susto que o Samuel já experienciou a praticar a modalidade e o que poderia ter feito para o evitar?

Acho que susto neste desporto já todos tivemos. Num campeonato em Javea, Alicante, estava a pescar com o meu companheiro Juan Carlos em umas pedras a 29m, por aquela altura eu tinha 21 anos. Ele mergulhou com o pêndulo e tinha-me dito para eu pegar também no pêndulo, mas não liguei. Começamos a pescar e lá para a sexta ou sétima caída, meti-me numa gruta e disparei com o tridente a uma abrótea, ao puxar ela soltou-se e eu fui segui-la e espetá-la novamente com o arpão na mão. Nesse momento pensei “ai minha mãezinha”, comecei a subir e esta foi a subida mais longa da minha vida. Na superfície comecei a sambar e o meu companheiro viu e agarrou-me. Foi ai, nesse momento, que aprendi que temos de pescar com a cabeça e não arriscar.

Qual é a espécie de peixe preferida do Samuel para capturar e porquê?

O dentão é uma espécie que já me deu muitíssimas alegrias, quando aprendes a pensar quase como eles não há altura do ano em que não se capture, podendo capturar-se desde os 2m até às cotas que conseguires.

Conte-nos um pouco sobre a história da sua maior captura até aos dias de hoje.

Mero 31.2kg, dentão 10kg, lírio 35kg.

Foi em Tenerife o dia em que capturei este Lírio, numa baixa que me levou um amigo. No dia seguinte, o Óscar Cervantes perguntou-me se podia vir para ver se conseguia capturar um também, já que nunca tinha apanhado nenhum grande. Fomos ao mesmo sítio e depois de fazer várias esperas não entrava nada, continuámos a pescar e depois de ter capturado um mero de 8kg e um peixe-cão grande, em uma das caídas vejo o Óscar a parar a meia água e a apontar, nesse momento tinha um arpão de 90cm e um carreto com 30m, quando ele disparou eu já estava a baixar, e ele fez-me sinal para que lhe dobrasse o tiro, quando o comecei a ver pensei “ai mãezinha”, era um lírio monstruoso, então dobrei o tiro, pois o fio ia ser curto e assim assegurávamos que o Óscar chegava há superfície em segurança. Conforme o ajudava a recuperar o peixe percebemos que o peixe nos puxava mar a dentro, depois de meia hora consegui disparar um segundo tiro e conseguimos subi-lo. Não podíamos acreditar, era uma besta, ao pesa-lo numa balança de 65kg deu a volta e ficamos sem saber o peso real do peixe.

Conte-nos um pouco da história da captura que mais prazer lhe deu capturar, até aos dias de hoje.

Este ano aqui em Alicante fiz uma captura que me deu muito prazer, fiz uma caída para ver uma pedra a 40m e quando me faltavam uns 5m para chegar ao fundo olhei para uma pedra que estava a uns 5m de distância, qual foi o meu espanto quando vi uma “vaca” a olhar-me imóvel, ao aproximar-me ele começou a nadar para o buraco e um pouco antes de entocar, disparei um tiro no limite, que cravou no peixe, abri o carrete e ao chegar à superfície coloquei a bóia saca-meros. Na caída seguinte o mero tinha-se enfiado no buraco que ainda que aberto não me permitia vê-lo bem. O fundo tinha 42m e pensei “já fiz porcaria”, mas num golpe de sorte, a bóia fez o seu trabalho e ao mexer-se o Mero saiu do buraco entocando num buraco mais pequeno e fácil de trabalhar. Na caída seguinte consegui rematá-lo e subir um mero de 30kg. Há mais de dez anos que não capturava um assim tão grande.

O que seduziu o Samuel para enveredar pela Pesca Submarina de competição?

Sempre desde que me federei no primeiro clube que me introduzi na competição, eu não sei o porquê mas fiquei agarrado a ela, talvez por ter de ir pescar em zonas que nunca iria se não fosse pela competição. Sim é verdade que já começo a ficar cansado mas acho que ainda darei mais uns anos de luta.

Qual, quando, e como decorreu a sua primeira prova oficial na modalidade?

A primeira prova oficial foi o Campeonato Regional da Comunidade Valenciana, em Sagunto. Ali, sem experiência nenhuma e apenas com 18 anos, fiz um 14º lugar. O meu primeiro Campeonato Nacional celebrou-se em Palma de Maiorca no ano 2000, foi uma grande experiência, mas como em todos os desportos, os começos são sempre duros e fiquei em 17º lugar.

Como se preparara o Samuel antes de uma competição?

No Inverno eu combino a caça e bicicleta e a partir do fim de Fevereiro é quando me começo a obrigar a ir à água, começando a ganhar uma boa forma física, já que de Novembro até Janeiro vou muito pouco ao mar. Começo com as quatro provas selectivas na minha comunidade, tendo que ficar nos dois primeiros lugares entre cerca de noventa participantes. Uma vez que fico classificado, começo a olhar para a preparação do Nacional, segundo a sua localização vou entre seis a dez dias para preparar as duas zonas de competição.

Samuel, gostaríamos que nos descrevesse como se sentiu na primeira vez que representou Espanha numa competição internacional e qual foi essa competição?

A primeira saída com as cores da Selecção Nacional, foi uma prova internacional em Kristiansun na Noruega. Com vinte e seis anos de idade, ser seleccionado para ir representar o teu país é uma felicidade inimaginável, poder representar a selecção era um sonho como pescador e como competidor. Essa prova, de dois dias, ganhei, é uma prova muito bonita e que se faz á barbatana com muitos participantes. Nessa prova fiz 60 peças no segundo dia, o que fez um total de 90kg com a conquista do maior número de peças capturadas nessa competição, record que ainda dura nos dias de hoje, maior exemplar e primeiro lugar. A minha alegria foi máxima, e a minha segunda prova com a selecção foi nesse mesmo ano, o Europeu, que se realizou em Cascais, Portugal, eu fui como reserva e essa foi uma prova muito gratificante, já que compartir dias de água com o grande Alberto March, Santi Lopez Sid, Ricardo Gonzales, Cesar Quevedo e o meu grande amigo Oscar Sebastian. Preparámos muito bem o Campeonato, e a grande surpresa foi quando o Seleccionador, em cima do início da competição, me diz, Samuel vais competir! Nesse momento olhei para o Oscar e disse ui! Mas tudo correu bem, ganhámos a competição destacados, quase dobrando a equipa segunda classificada.

Dos dois títulos nacionais conquistados por Samuel, 2012 e 2014, qual recorda com mais emoção?

O primeiro foi o que mais me emocionou, no primeiro dia de prova em menos de uma hora fiz 17 peças válidas, depois baixou o ritmo de capturas e quando faltava uma hora para terminar a prova já não sabia para onde ir, o meu companheiro Jesus disse-me para irmos a uma marca onde tínhamos visto alguns pargos mulatos, mas estava na outra ponta da zona de prova, demorámos um quarto de hora a chegar e era a dezoito metros de profundidade. Quando fiz a primeira caída, aquilo era um abuso, no primeiro tiro fiz um pargo mulato com 5 kg e deu tempo para fazer treze caídas e apanhar doze peixes de bom tamanho, ficando em primeiro lugar com cinquenta peixes. Tinha que me conseguir manter em primeiro, o segundo dia era teoricamente mais fraco de pescado, mas eu tinha essa zona bem preparada. Comecei numa zona onde se viam sargos reais, mas eu não disparei. No segundo sítio onde mergulhei era uma zona onde tinha visto muitos pargos mulatos, a água era suja, e fiz uma espera no fundo, para minha surpresa foi quando vi passar uma sombra muito grande, estiquei o braço e disparei, começou a sair fio do carreto e ao ver que o animal subia, nesse momento percebi que era um Palometon, prendi a arma à bóia e pouco a pouco fui puxando, até que o consegui rematar, nesse momento pensei, o Campeonato é meu! Segui com a minha pesca e fiz trinta e seis peixes, ficando em segundo nessa jornada, no final ganhei o campeonato com mais de trinta mil pontos do segundo classificado.

Qual foi o ponto alto da sua carreira como atleta?

Desde pequeno que o meu objectivo era ser Campeão Nacional um dia e desde o momento em que ganhei, tudo o que veio e vier é bem vindo. Ganhar um Mundial? Gostava claro! Mas não é uma coisa na qual vá ficar louco se não ganhar. Talvez do que mais me orgulhe é que em todas as provas de Europeus e Mundiais em que participei fiquei sempre no pódio.

Qual foi a chave para ganhar esses títulos?

A preparação dos dias prévios é muito, muito importante. Neste aspecto a Federação Espanhola apoia-nos muito, organizando os campeonatos como nós queiramos, tanto em número de dias como em comodidade, tendo também uma infraestrutura de companheiros dispostos a deixar a família e a vir ajudar os atletas que vão competir.

À medida que o Samuel foi crescendo na modalidade, calculamos que à semelhança de todos os jovens, teve os seus ídolos, quais foram eles? Teve a oportunidade de se cruzar com algum deles? Se sim, como foi esse encontro?

Os meus grandes ídolos foram e são três, Jose Amengual , Pedro Carbonel e Pepe Viña. Deste último, deixa-me dizer-te que é uma pessoa especial e tenho-lhe um enorme carinho. Esteve a viver, cerca de dez anos, em Múrcia, que é uma cidade ao lado da minha casa, e lidei com ele mais pessoalmente que qualquer um dos outros dois. Ao falar com ele apercebes-te que tem o mar no sangue, que vive para ele e que quando fala dele, nota-se que faz parte desse meio.

O Samuel, devido à sua participação em provas internacionais e não só, já teve oportunidade de pescar em diferentes países, continentes e oceanos, pelo que gostaríamos que nos enumerasse alguns dos sítios que mais gostou de pescar, porquê, e os comparasse um pouco com a costa Espanhola.

A Noruega é uns pais que até que o visites não fazes ideia como é, a quantidade de vida que tem é impressionante, bacalhaus, badejos, linguados, pregados, solhas, halibutes, sapateiras, lavagantes, vieiras, sardinhas, cavalas, bodiões, peixe-lobo etc., onde mergulhares está cheio. O povo é muito amável e é tudo caríssimo.

Marrocos é uma zona onde não me importava de Morar, deve ser como me diziam sobre Espanha à 40 anos, tem muita costa por descobrir, a comida é similar à nossa, e sempre que fui trataram-me muito bem. Em Cala Iris, lembro-me de uma noite, assim que chegámos um homem convidou-nos para jantar, era o dono de um colégio, acolheu-nos a todos em sua casa o tempo que lá estivemos e no fim até nos custou ir embora, o tão bem que nos acolheram naquela família.

Como vê, o Samuel, o panorama actual e futuro da Pesca Submarina em Espanha?

Alguma coisa está a falhar, não sei porquê é que somos o patinho feio, em todo o lado querem retirar-nos, culpando-nos do problema da falta de peixe no mar, nós, que somos a única pesca cem por cento selectiva, que não faz nenhuma baixa colateral e mesmo assim dizem que somos os maus da fita. Não sei se haverá tempo para que as autoridades Espanholas abram os olhos antes de nos extinguirem.

Como é vista a Pesca Submarina, pela população em geral, em Espanha?

Pela população em geral penso que bem, vêem-nos como pessoas que vão ao mar praticar a sua paixão, que no final podem levar um pouco de peixe fresco para casa, mas também existe um movimento de protecção dos animais, que o facto de matares qualquer ser vivo para eles está mal, pois estão a radicalizar-se. Tirando estes senhores e as associações de pescadores que nos acusam dos desastres que eles próprios praticam, o resto creio que nos vêem com bons olhos.

Em termos de Pesca Submarina, a estrutura Federativa que apoia as Selecções Espanholas é vista, pela comunidade internacional, como uma das que maiores recursos dispõe e das mais fortes do mundo. Na opinião do Samuel, quais são os factores que tornam esta visão possível?

Espanha é um pais com muitos quilómetros de costa, tendo muitos federados, fazendo a promoção que está em curso neste momento, com campeonatos de sub23 e femininos, anima os jovens atletas, puxando-os para a pesca submarina. Na comunidade Valenciana as competições selectivas são feitas há barbatana, isto leva a que os que começam agora, se animem a participar, já que têm a oportunidade de ver e de pescar com caçadores experientes criando assim uma escola que ajuda a desenvolver este desporto.

O Samuel já teve oportunidade de pescar em Portugal? Se sim quando e onde foi?

Pesquei no Europeu de Cascais, e surpreendeu-me, pensei que fosse mais fraco mas até vi bastante vida, navalheiras, Bruxas, santolas etc., ainda consegui ver um cardume dos maiores que vi até hoje de Robalos.

Qual é a sua opinião global sobre os Pescadores Submarinos Portugueses?

Os pescadores portugueses são muito bons, conheço alguns, Rui Torres, Jody Lot, Pedro Domingues, André Domingues, António Silva etc., são pescadores do mais alto nível, julgo que a grande falha vem da infraestrutura federativa, penso que com mais meios os resultado surgiriam muito mais, não sendo maus mesmo assim.

O próximo Campeonato Mundial de Pesca Submarina, em 2018, vai ter lugar em Sagres, Portugal. Poderemos ver o Samuel a competir em Portugal nessa competição?

Sagres, pelo que me informei, é um tipo de pesca que se adequa a mim na perfeição, para mim seria uma grande oportunidade, mas antes é necessário fazer bem as coisas para poder ir. O problema é que em Espanha temos três tipos de pesca, o Mediterrâneo, Atlântico e Estreito, muito diferentes os três, este ano de 2017 toca há Galiza fazer a selecção para a Croácia, aqui começam os problemas, é uma pesca muito diferente para mim e ali há 7/8 pescadores peritos nessa pesca.

Na sua opinião, qual é a principal qualidade que faz um bom Pescador Submarino?

A experiência, saber diferenciar que pescado tem de procurar marca a diferença. O pescar com a cabeça fria em circunstâncias de pressão faz a diferença. O poder recuperar um mau resultado sem atirar a toalha ao chão, enfim, coisas que só se sabem com a experiência.

Que conselhos e mensagem o Samuel gostaria de transmitir a quem está a começar a Pesca Submarina?

Gostaria de transmitir aos que estão a começar para não ficarem obcecados em capturar aquela peça incrível. As minhas melhores recordações são, o meu primeiro grande sargo e o meu primeiro grande robalo, é essa evolução que te leva a melhorar passo a passo, sendo realista e saber quais são os teus objectivos desde início para que não te fartes do mar. Tens de disfrutar do mar, todo esse caminho vai fazer com que cresças e progridas, porque eu vejo os iniciados obcecados em apanhar apenas aquele dentão ou robalo e no dia que o têm a tiro os nervos passam-lhes a perna e falham. Essa evolução é o que gostaria de transmitir, todos os peixes têm o seu momento, e tão meritório é capturar um sargo de 300g como 10 anos depois um pargo com 4kg, o que interessa é evoluir sem nos fartarmos e desistir.

A equipa do PortugalSub agradece ao Samuel a sua disponibilidade para nos dar a conhecer um pouco mais de si e da sua ligação a esta modalidade de todos nós, através desta entrevista. Obrigado Samuel Tomás.

Também queríamos agradecer ao Miguel Ferreira por tornar possível a realização desta entrevista.

Entrevista conduzida e traduzida por: Miguel Ferreira

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